Movimento Cultura Resiste critica Prefeitura de Parauapebas por suposta falta de valorização dos artistas locais

Movimento Cultura Resiste divulga nota de repúdio contra a Prefeitura de Parauapebas e critica falta de valorização dos artistas locais em eventos oficiais.


Nota de repúdio aponta invisibilização cultural e questiona investimentos em atrações de fora durante eventos oficiais





O movimento “Cultura Resiste” divulgou uma nota pública de repúdio criticando a política cultural da Prefeitura de Parauapebas e a atuação da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) em relação às contratações de artistas para eventos oficiais do município.

No documento, publicado nesta terça-feira (13), o grupo afirma que existe “descaso com os artistas de Parauapebas” e acusa a gestão municipal de priorizar atrações de fora em grandes programações festivas, enquanto artistas locais seriam ignorados ou contratados com cachês considerados baixos.

Segundo a nota, a situação representa uma “invisibilização dos artistas locais” e um desrespeito à identidade cultural da cidade. O movimento afirma que músicos, dançarinos, atores, escritores e artistas visuais do município continuam sem o devido reconhecimento em eventos promovidos pelo poder público.

“O dinheiro sai da cidade no dia seguinte e não volta”, diz trecho da nota ao defender que a contratação de artistas locais fortalece a economia do município, movimentando setores como comércio, alimentação, produção cultural, figurino e serviços técnicos.

O grupo também criticou o que chamou de “falta de visão cultural econômica”, argumentando que investimentos na cultura geram emprego, renda e circulação financeira dentro da própria cidade. Para o movimento, a cultura deve ser tratada como prioridade e não apenas como gasto público.

Na manifestação, o “Cultura Resiste” afirma ainda que Parauapebas possui talentos em diversas áreas culturais, como música, dança, teatro, literatura e artes visuais, mas que faltaria “vontade política e respeito” por parte da gestão municipal.

A nota encerra defendendo que “cultura é trabalho, economia e direito” e cita o cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil com a frase: “Cultura é feijão com arroz”.

O posicionamento do movimento ocorre após a Prefeitura de Parauapebas divulgar nota afirmando que as contratações culturais seguem critérios legais, exigências documentais e regras da administração pública.

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